O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central, já ultrapassou as fronteiras do Brasil. Brasileiros que viajam para o exterior já conseguem pagar compras com Pix em pelo menos *8 países*, por meio de parcerias entre fintechs e maquininhas locais.
Os países com uso já documentado são: *Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile, Estados Unidos, Portugal, França e Espanha*. Além disso, empresas do setor citam expansão para Peru, México, Holanda e China.
Como funciona o Pix no exterior.
Na prática, o pagamento é feito da mesma forma que no Brasil. O lojista digita o valor em moeda local, a maquininha converte para reais e gera um QR Code. O turista escaneia com o app do banco brasileiro e o valor é debitado na hora.
O lojista também recebe a confirmação imediatamente.
Mas tem cobrança de IOF e spread.
Diferente do Brasil, usar Pix fora do país gera custos extras por se tratar de uma operação de câmbio.
1. *IOF de 3,5%*: É o Imposto sobre Operações Financeiras cobrado pelo governo brasileiro em qualquer compra em moeda estrangeira, seja com cartão, dólar ou Pix.
2. *Spread cambial de 2% a 3%*: É a margem que a instituição financeira cobra para fazer a conversão do euro/dólar/peso para real na hora.
Por que no Brasil não tem cobrança?
Aqui dentro o Pix é gratuito para pessoa física porque a transferência acontece apenas entre contas brasileiras, dentro do sistema financeiro nacional. Não há conversão de moeda nem remessa internacional. O BC não cobra taxa e os bancos também não repassam custo.
Quando você usa no exterior, o Pix vira uma forma de “financiar” uma compra em outra moeda. Por isso entram IOF e spread.
Paraguai é um dos destinos mais usados.
O uso do Pix está bastante concentrado em cidades com grande fluxo de brasileiros. No Paraguai, além de Ciudad del Este, *Pedro Juan Caballero* já tem ampla aceitação. Diversas lojas, farmácias e comércios da fronteira oferecem o pagamento via QR Code para atender turistas brasileiros.
Outros destinos populares: Buenos Aires, Punta del Este, Santiago, Lisboa, Paris, Nova York, Miami e Orlando.
Atenção!
O Banco Central reforça que o Pix ainda não permite envio de dinheiro direto para contas bancárias em outros países. O que existe hoje são soluções privadas. O próprio BC negocia o “Pix Internacional” oficial com Colômbia, Chile, Equador e Uruguai.
Para o viajante, a dica é: o Pix não deve ser a única forma de pagamento na viagem, já que a aceitação ainda é limitada a estabelecimentos específicos.
Fonte: Correio Braziliense, Wise, PagBrasil
Da Redação: Portal Terra Nova.